
| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| 31 |

Criei um passo a passo para a implantação da NFE, mas não tem como colocar no Blog porque ficou muito grande.
Quem quiser, envie e-mail para anarnunes@terra.com.br que mando o passo a passo.
ANA
Independentemente da classe social, todos nós desejamos possuir algo que, pelo menos neste instante, não temos como comprar! Pode ser uma máquina de lavar roupas, uma televisão de plasma ou um carro de alto luxo... Não importa, mas algum sonho de consumo você tem!!!
E para que ele saia do sonho e se torne realidade, como na história da Chapeuzinho Vermelho, existem dois caminhos: o curto e perigoso e o longo e sossegado!!!
O curto e perigoso refere-se ao empréstimo, financiamento, carnê ou qualquer outro nome que exista no mercado. O longo e sossegado refere-se ao planejamento mensal, ou seja, o ato de poupar dinheiro mensalmente para em algum tempo conseguir realizar o sonho!
Vamos a um exemplo (baseado em valores reais de mercado):
Paula sonha em ter um computador que custa aproximadamente R$ 5000,00! Um belo dia ela recebe uma carta de um banco dizendo que ela possui um crédito pré-aprovado de R$ 5000,00 (exatamente o que ela precisa) para pagar em 60 meses.
Achando que aquele era seu dia de sorte, Paula foi até o Banco!
Lá ela foi recebida imediatamente pelo gerente! Eis o que conversaram:
(Gerente) Essa é uma oportunidade única Sra. Paula! Juros que nem esses jamais!!! Só 2% ao mês... Uma bagatela!
(Paula) Ótimo. Quanto fica cada parcela???
(Gerente) Só um minuto... Dá para fazer em 60 vezes iguais de R$ 159,83! Cabe direitinho no seu bolso!
(Paula) Excelente! Então vamos fechar... Quando recebo o dinheiro?...
E por aí foi...
Mas vamos analisar o caso da Paula:
Valor do Empréstimo -> R$ 5000,00
Juros (ao mês) -> 2%
Número de Meses para pagar -> 60
Valor da Parcela -> R$ 159,83
Será que os valores passados pelo Gerente são verdadeiros???
Calculando a taxa de juros com base no valor da parcela mensal através do Excel, tem-se que a taxa real de juros é de 2,59%! Como assim, o gerente mentiu???
Na verdade não, ele apenas esqueceu de mencionar que além do valor do empréstimo existe uma taxa de abertura de crédito (TAC) que neste caso foi de R$ 500,00 e também da IOF (imposto sobre operações financeiras) que foi de quase 3% do valor do empréstimo mais 0,038% do valor do empréstimo (alguma semelhança com a CPMF é mera coincidência)!
Isso tudo quer dizer que Paula não financiou só R$ 5.000,00! Ela financiou esse valor mais a TAC e mais a IOF, ou seja: 5.000,00+500,00+147,98+19,00 ->R$ 5666,98!!! Uma pequena diferença de quase R$ 700,00...
Sem consideram inflação e outros valores, vamos calcular quanto Paula pagará pelos R$ 5.000,00 emprestados! Basta multiplicar o valor da parcela pelo número de meses, ou seja R$ 9.589, 85. Será que este é um bom negócio???
E se Paula tivesse pensado um pouco antes de fechar o empréstimo???
Se ela consegue guardar o valor da parcela todos os meses, ela demoraria 32 meses para ter o dinheiro (metade do tempo do empréstimo) e poder comprar seu tão sonhado computador...
Considerando que a vista ela teria 10% de desconto (após uma pechincha) ela demoraria 28 meses...Sem dúvida demora mais, mas se paga menos no final!!!
Matematicamente tudo resolvido!!! Caso se interesse, posso enviar a planilha Excel que calcula os juros reais de um empréstimo! Mande um e-mail para mim!
Nota: não é minha intenção neste artigo dizer se o empréstimo é bom ou é ruim, mas sim os números relacionados com ele.
Ana Regina Nunes
Participe do Clube do Empresário. Um fórum gratuito voltado para empresários, candidatos à empresários, autônomos e especialistas. Seu objetivo é promover a discussão de temas relacionados à empresa, trocas de experiências, aconselhamentos, etc. Para participar envie um e-mail para anarnunes@terra.com.br
Se você já passou de duas décadas de vida, com certeza já se arrependeu de ter trocado um produto antigo por um novo, seja ele máquina de lavar, carro, televisão, etc... Você com certeza já deve ter falado “Não se faz mais isso como antigamente”....
E é verdade! De uns tempos para cá, os produtos passaram a ser “semi-descartáveis”, de qualidade muito inferior do que antigamente...
Uma das melhores definições de qualidade que conheço é: promover a satisfação plena do Cliente com relação ao produto ou serviço adquirido”. Pelo menos era...
O livro “Virando a própria mesa” do Ricardo Semler (aliás, uma excelente leitura), escrito na década de 80, já previa o que aconteceria com a qualidade nos próximos anos: para manter os preços acessíveis (?) as partes dos produtos foram substituídas aos poucos por outras inferiores até a definição de qualidade tornar-se “Fornecer um produto ou serviço que dure exatamente o tempo de garantia oferecido! Depois disso, se quebrar, é lucro!” Não é isso o que acontece hoje em dia?
Ah sim, sobraram alguns poucos saudosistas da qualidade no mercado, só que produtos com qualidade, obviamente custam mais caro do que os outros,e os consumidores mostraram-se pouco intencionados a pagar mais pelo que julga ser “o mesmo produto”. E essas empresas tiveram que optar por fechar ou por juntar-se a maioria...
Você deve estar pensando que eu estou exagerando, não?
Você deve ter visto na televisão que os brinquedos chineses (além de piratas) são feitos com material tóxico que pode ser prejudicial às crianças (que adoram colocá-los na boca)... Viu a festa na rua 25 de março no final do ano? Vários papais e mamães que, mesmo sabendo do risco para seus filhos, optaram por comprar o mais barato?
Também deve ter visto que uma grande empresa de brinquedos fez um recall (forçado) de produtos que possuíam partes mal coladas que poderiam ser facilmente engolidas... Isso acontecia a 15 anos atrás??? (olha que o brinquedo é praticamente igual!)
E as lâmpadas econômicas??? A concorrência de baixa qualidade quase faliu algumas empresas nacionais (que possuíam produtos excelentes) por causa do baixo preço de venda (mesmo que durassem 1 mês, elas custavam 10 vezes menos)! O que as empresas nacionais fizeram??? Começaram a trazer os produtos do mesmo lugar com a mesma “qualidade”...
O pão francês da padaria? Antigamente ainda estava bom no dia seguinte! Agora se você compra pela manhã, à noite já está duro como uma pedra...
E o carro? E o Notebook? E os utensílios de cozinha? Enfim, são milhares de exemplos...
Segundo as teorias de administração, o mercado é composto de fornecedores (empresas) e consumidores e é baseado na lei da oferta de da demanda. Isso quer dizer que se todos os consumidores desejam comprar um produto que não existe ou se uma empresa ofertar um produto que nenhum consumidor tenha interesse em comprar, não existe mercado! Abstraindo para o quesito qualidade, podemos concluir (pelo menos na teoria) que se uma empresa ofertar um produto muito ruim, os consumidores não terão interesse em comprá-lo e não haverá mercado...
Vamos a realidade:
O objetivo de qualquer empresa é ter lucro! Ao longo do tempo, ele pode ser mantido através do reajuste do preço de venda ou da redução das despesas internas (sejam elas custos de matéria prima, pessoal, economias, etc).
Com o aumento da concorrência, se uma empresa decidir reajustar seu preço e as outras não, os consumidores (que são mais fiéis ao bolso do que a marca) mudarão de fornecedor imediatamente. Ou seja, essa alternativa está fora de cogitação!
A segunda opção: reduzir custos de todas as maneiras! E assim foi feito durante anos por (me arrisco a dizer) todas as empresas: foram cortes de funcionários, informatização, automatização do processo produtivo, substituição de matérias primas... Esse é o ponto principal: um dia substituíram uma engrenagem de metal por uma de plástico, outro dia reduziram o tamanho do volante, no outro trocaram o fornecedor das luzes, e assim, dia após dia, foi surgindo o novo carro...
Como a diminuição da qualidade não aconteceu de uma vez, os consumidores quase não perceberam! Eles trocaram de carro, reclamaram um pouco das mudanças mas se acostumaram com aquilo. E trocaram novamente de carro, reclamaram das mudanças, e assim por diante, até chegar ao ponto que estamos hoje: o anormal tornou-se um produto durar mais do que o prazo de garantia (o mesmo aconteceu com o atendimento)!
Resumindo tudo: as empresas continuaram a fornecer produtos de qualidade inferior somente por que os consumidores foram aceitando...Ou seja, além das empresas, os consumidores também tem responsabilidade sobre isso!!!
E vem a pergunta derradeira: como fazer com que a qualidade dos produtos volte “ao normal”??
Resposta simples: educando os consumidores e por conseqüência as empresas!
A educação dos consumidores começa com informações veiculadas em televisões, revistas, etc, sobre seus direitos e sobre os riscos de comprar um produto de menor qualidade (p. ex. brinquedos para os filhos). Depois, é necessário a participação das empresas que ainda possuem qualidade nos termos de antigamente, seja fazendo o consumidor entender porque o pão da sua padaria é mais caro do que da do vizinho (através de degustações, por exemplo), explicando ao consumidor os itens importantes em determinado produto (treinamentos, folhetos explicativos, etc).
Nós, como consumidores, precisamos criar o hábito de olhar além do preço do produto!
Analisar as formas, o material, a resistência, o prazo de garantia, a composição, as aplicações e outros aspectos relevantes antes de decidir... Assim, os produtos ruins ficarão sem mercado e as empresas terão que repensar sua estratégia...
Sem mudanças na qualidade, em poucos anos, estaremos condenados aos descartáveis e a viver sobre o “lixo” produzido por eles...
Pense nisso!!!
Ana Regina Nunes
anarnunes@terra.com.br
Participe do Clube do Empresário, um grupo destinado à trocas de experiências, gestão, aconselhamento formado por empresários, futuros empresários e especialistas. Para se inscrever mande e-mail para anarnunes@terra.com.br
Trata-se de um grupo (yahoo groups) voltado para empresários de micro, pequeno e médio porte, candidatos a empresários e especialistas.
O objetivo do grupo é a discussão da gestão, troca de experiências, aconselhamentos, etc.
Para fazer parte do grupo, mande um e-mail para anarnunes@terra.com.br
Sucesso
Ana Regina Nunes