Como melhorar sua empresa?

Voltado a empreendedores, traz informaçoes, dicas e histórias relevantes a fim de ajudar na gestão de empresas (atendimento, marketing, operacional, finanças, etc).
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18.06.07

TERRA_PERMA_LINK 20:51:23. TERRA_POSTED_BY anaregnunes

Super Simples lei 123 2006

No dia 1 de julho entrará em vigor a lei geral das micro e pequenas empresas (supersimples) e serão revogadas (canceladas) os sistemas anteriores (simples federal e simples estadual).
Automaticamente, as empresas já optantes pelo SIMPLES serão transformadas em optantes pelo Super Simples, mas o que isso quer dizer? O que irá acontecer?
Hoje, os impostos federais e estaduais são calculados de maneira diferentes e pagos em guias diferentes, por exemplo, uma empresa optante pelo simples federal paga 18% de ICMS e 7,5% de imposto federal.
No Super Simples, haverá uma única guia de recolhimento (porcentagem da receita bruta da empresa) contendo os seguintes impostos: ICMS, IPI, ISS, PIS, COFINS, INSS (do empregador), IRPJ, ISS e CSLL. É importante notar que não se trata de um imposto único, mas de várias alíquotas somadas que são pagas na mesma guia.
As alíquotas são determinadas de acordo com a receita total dos doze meses anteriores ao mês corrente e podem ser encontradas nas tabelas que existem no anexo 1 da lei (existem 5 tabelas diferentes para negócios diferentes: comércio, indústria, indústria e comércio e prestação de serviços).
O empresário poderá optar pela apuração com base nas transações (pagando o imposto no mês seguinte à venda) ou com base no caixa (pagando o imposto no mês seguinte ao recebimento)...
Ainda, nesse sistema não haverá mais crédito de ICMS, ou seja, o ICMS pago na compra de matéria prima passará a ser considerado custo e ao comprar da sua empresa, seu Cliente não terá crédito de ICMS.
Se a empresa não quiser optar pelo super simples ela poderá “tornar-se” uma empresa comum e utilizar o regime de lucro presumido ou lucro real (o que acarretará em uma porção maior de impostos).
Infelizmente, não dá para afirmar se o sistema será vantajoso ou não para as empresas brasileiras. Isso depende do negócio de atuação (o tamanho dos seus concorrentes), da situação da empresa (se pode reduzir a margem de lucro) e dos Clientes (se eles exigem o crédito de ICMS e/ou aceitam aumento de preço)...

A melhor opção é realizar um estudo juntamente com o seu contador!!!

Maiores informações e acesso as tabelas: www.leigeral.com.br
www.sebrae.com.br

Assista a palestra ministrada pelo Sr. Júlio César Durante (SEBRAE) sobre o tema gratuitamente no instituto Endeavor de empreendedorismo: http://endeavor.isat.com.br/info.asp?Palestra_ID=285

Qualquer dúvida estou a disposição!

Boa sorte

Ana
anarnunes@terra.com.br

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04.06.07

TERRA_PERMA_LINK 09:11:37. TERRA_POSTED_BY anaregnunes

Trabalhando para um extintor

Que empreendedor é ocupado demais todo mundo sabe! Muitas vezes ele representa o comprador, o vendedor, o projetista do produto e muitas outras coisas! E tudo ao mesmo tempo!
Com tantas tarefas assim, é previsível que o sistema de trabalho dele seja o “Extintor”: Vive apagando incêndios! Sempre atrás das “urgências mais urgentes” e deixando o resto de lado... Até que “o resto” torne-se urgente...
É mais ou menos assim: um Cliente pede um lote de mercadorias para ser entregue daqui a dois meses; no dia seguinte um outro Cliente pede um lote do mesmo tamanho para daqui uma semana; e aparece outro querendo para um lote para “ontem”; e assim vai durante os dois meses! Intuitivamente, você se preocupará em atender primeiro o Cliente que está com mais pressa, afinal, essa entrega é mais urgente! Só quando quase dois meses tiverem se passado, é que o pedido daquele Cliente, que fez o pedido lá trás, torna-se urgente e você, mesmo com um prazo enorme para entregá-lo, acaba brigando com o relógio para atendê-lo em tempo...
Até aqui tudo bem! Sabemos que esse não é o melhor método para gerenciar o tempo, mas...
O problema começa quando você é contratado para prestar um serviço (ou entregar um produto) para essa empresa!
Geralmente, quando alguém é chamado por um empreendedor “extintor” é porque existe algum incêndio a ser apagado na empresa, ou seja, algo que não está funcionando corretamente.
Como existe a urgência, a impressão inicial é que tudo correrá bem, que você terá todas as informações disponíveis rapidamente e que o empreendedor está disposto a ajudar a concluir o trabalho o quanto antes.
Só que na vida do nosso “extintor” aparecem incêndios maiores e o foco da urgência do trabalho dele passa a ser outro! Ou seja, você ficou de lado, pelo menos por alguns instantes!
Aí você fica num impasse: o obriga a ajudar a concluir o trabalho ou espera até que ele entre em contato para prosseguir?
Se optar pela primeira opção:
Você ligará para o empreendedor várias vezes ao dia, mandará milhares de e-mails cobrando uma resposta e ele sempre dirá: “estava indo verificar isso agora mesmo... Mais tarde envio”!
E você ficará esperando, porque antes dele ir já apareceu outra urgência e nem deu tempo de ver...
Depois de tanto insistir, ele provavelmente se cansará de você e fugirá das suas ligações: “Diga a ele que estou muito ocupado” ou pior: “Diga a ele que estou em reunião” ou sei lá: “Diga a ele que morri”...
E você vai ter que esperar...
Se optar pela segunda opção:
Você será contratado por outras empresas e fará outros trabalhos até que ele te chame. E isso vai acontecer da seguinte maneira: o “fogo” voltará a reinar e prioridade tornará a ser o seu serviço/produto! E ele ficará irritado por aquilo ainda não estar pronto e gritará “Cadê aquele infeliz que nunca mais voltou! É um aproveitador! Não fez nada até agora...”
E você vai se dar mal...
Se uma não é boa e a outra é ainda pior, o que deve ser feito?
Não tenho uma solução pronta para isso, mas sim um caminho para que as coisas aconteçam da melhor maneira possível! E seu nome é: sinceridade!!
O fato é que quando acontece uma coisa dessas, você fica furioso com o Cliente “extintor” porque, para você, o trabalho é a coisa mais urgente a ser feita, primeiro para concluí-lo e depois para receber o pagamento...
Então o primeiro passo é entrar em contato e dizer: “Eu sei que o Sr. deve estar com outras prioridades no momento (diga que você sabe o que está acontecendo), que o meu serviço não é tão importante agora (diga que você concorda que seu serviço não é a coisa mais importante a ser feita no momento), MAS sei que daqui algum tempo ele se tornará ainda mais urgente para o Sr. (preveja o futuro) e quando isso acontecer, é melhor que ele esteja finalizado (esse é o seu maior desejo). Além disso, é extremamente necessário que eu o conclua antes de partir para outro (diga seu lado da história), porque posso esquecer de alguns detalhes e ele pode não ficar tão bom (explique porque você precisa terminar o quanto antes).
Se necessário posso ajudar o Sr. a obter as informações necessárias! Qual o telefone do responsável? (busque todas as opções para conseguir as informações necessárias). O Sr. não tem tempo de passar as informações para o computador? Entrega-me o rascunho mesmo, que eu faço...
Resumindo a história: Tente relembrá-lo da importância do seu serviço/produto e porque ele era urgente antes; mostre seu ponto de vista e suas necessidades; corra atrás de todas as possibilidades para concluir a tarefa...
O que não dá para fazer é pressioná-lo a entregar o que precisa, ou ficar sentado, esperando e reclamando do “extintor”! Primeiro por que isso não vai resolver sua situação e depois, pense bem: “Será que você também não é um “extintor” de vez em quando?
Eu sou!

Sucesso

Ana
anarnunes@terra.com.br

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